domingo, 9 de novembro de 2008

APONTAMENTOS DE AULA - 04/11/2008

  1. TEORIA DA SATISFAÇÃO DE SANTO ANSELMO:

Deus criou o ser humano naturalmente bom. Mas o homem pecou e Deus ficou irado e precisava ser consolado. Mas consolar Deus em sua majestade? Ele ficaria satisfeito apenas quando fosse sacrificado seu próprio Filho. Outro sacrifício não serviria, porque não teria a mesma dignidade. Essa teoria bebe nas fontes do direito romano onde, por exemplo, se um rico fosse feito escravo somente um outro rico poderia resgatá-lo.

TANTO DO PONTO DE VISTA ROMANO, QUANTO JUDAICO, HISTORICAMENTE HOUVE MOTIVAÇÕES PARA SE CHEGAR À MORTE DE JESUS. HÁ UM CENÁRIO, DE PONTO DE VISTA DELES, QUE DARIA MOTIVOS PARA ESSA MORTE.

  1. DO PONTO DE VISTA ROMANO:
    • A personalidade tão variada do grupo dos doze: Jesus escolhe pessoas tão controversas que fica paracendo muito estranho, podendo levar à conclusão de que ele era mesmo um revolucionário que poderia se tornar perigoso.
    • Algum desprezo pelos romanos: dar a Cesar o que é de Cesar e dai a Deus o que é de Deus. Dizei a essa raposa... Falas e comportamentos de Jesus
    • Pregação de "um reino", o que poderia colocar em cheque a questão do império romano.
  2. DO PONTO DE VISTA JUDAICO:
    • A frequente hostilidade contra os lideres demonstrada em suas falas, principalmente nas parábolas.
    • Questão da imagem de Deus: cumprir a Lei x Abba misericordioso; Deus acolhe os renegados x judeus falam de agraciados.
    • Ida para Jerusalém, deslocando para lá "o seu ministério", contra todo o bom senso. "Estão querendo te matar.."; Caifás como sumo sacerdote chegou a dizer que era preferivel que apenas um morresse, ao invés de muitos, talvez se referindo a represálias romanas.
    • Críticas so Templo, expulsando "os vendilhões" e dando a entender que formavam um verdadeiro "sindicato de ladrões", tão organizados que formavam um antro.
  3. COMPREENSÃO DO PRÓPRIO JESUS:
    • Jesus nunca procurou a própria morte. Se ele tivesse morrido sem ser nas condições da cruz, essa morte seria salvífica? Há entendimentos dizendo que sim, outros que não.
    • Jesus não era ingênuo. Ele conhecia o desfecho de João Batista, sabia sobre o esquema do poder e sua implicações. Ele, pelo menos, deveria supor a possibilidade de ser morto de forma violenta. Foi para Jerusalém consciente de tudo isso.
    • Jesus acolheu (supõe existência pro-ativa) a morte como consequência de sua fidelidade ao Abba e ao Reino. "Minha vida ninguém a tira, eu a dou." É uma acolhida ativa, ele participa ativamente.

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