APONTAMENTOS DE AULA: 18/08/09
Palavras-chave (12/08/08): Jesus, humanidade, divindade, homem comum, antropocentrismo cristão, ciência-consciência-fé.
Texto: QUEIRUGA, A. T. JESUS HOMEM VERDADEIRO. in.: Repensar a Cristologia. São Paulo: Paulinas, 1998. 173-206 p.
Palavras-chave (12/08/08): Jesus, humanidade, divindade, homem comum, antropocentrismo cristão, ciência-consciência-fé.
Texto: QUEIRUGA, A. T. JESUS HOMEM VERDADEIRO. in.: Repensar a Cristologia. São Paulo: Paulinas, 1998. 173-206 p.
Andrés Torres Queiruga: professor de Teologia Fundamental no Instituto Teológico Compostelano e de Filosofia da Religião na Universidade de Santiago de Compostela (Espanha). É membro da Real Academia Galega e Diretor de Encrucillada: Revista Galega de Pensamento Cristián.
Trabalho reconhecido devido aos seus famosos livros que têm como tema ‘re-traduzir’ as fórmulas da fé (Re-pensar... Cristologia, fé, etc.). Portanto, seu trabalho insere-se na preocupação da transmissão de tais fórmulas, vale a pena vislumbrar que o contexto donde o autor pisa, ou seja, a Espanha laica, seus textos adquirem amplo debate.
I - ESTRUTURA DO TEXTO
1. RE-DESCOBRIMENTO DA HUMANIDADE DE JESUS
PERGUNTA: Porque a humanidade de Jesus foi ‘descoberta’?
a) – pela abordagem progressiva dos temas: ciência, consciência, piedade
PERGUNTA: Porque a humanidade de Jesus foi ‘descoberta’?
a) – pela abordagem progressiva dos temas: ciência, consciência, piedade
> recohecimento de que Jesus não é um 'sabe tudo'
> reconhecimento de que sua missão terrestre não é um 'pacote pronto',
> mas, crescimento, processo que o mesmo vai assumindo com todas as consequências
> reconhecimento de que o Verbo se fez carne, mas carne judia (apud Karl Barth)
> logo, cresce em meio ao seu povo
b) - encontro com a Finitude da humanidade de Jesus
> recohecimento de que tudo o que tange ao nosso humano, estruturalmente,
> vai de encontro à humanidade de Jesus (realismo fundamental)
> logo, olhar com naturalidade para a plena e concretíssima humanidade do Senhor
> pode constituir uma boa "exercitação" da fé na encarnação (p. 178)
c) – Fé de Jesus: centralidade do Abba
> uma vez nascendo em meio a um povo,
> é preciso reconhecer a piedade de Jesus
> característica marcante e distintiva: seu relacionamento com o Abba
2. NECESSIDADE HISTÓRICA DO RE-DESCOBRIMENTO
PERGUNTA: Seria necessário tal redescoberta?
a) – iluminismo: método histórico-crítico
2. NECESSIDADE HISTÓRICA DO RE-DESCOBRIMENTO
PERGUNTA: Seria necessário tal redescoberta?
a) – iluminismo: método histórico-crítico
> aplicação dos métodos histórico-críticos ao estudo dos evangelhos
> uma fé que se pergunta, consequentemente, pelo fundamento histórico-real.
> "Não O homem, nem um SUPER-homem, mas um homem
> (...) um homem comum" apud BESSIÈRE & JOSSUA (p. 181)
b) – elevação da subjetividade: forte acento no sujeito
b) – elevação da subjetividade: forte acento no sujeito
> acento da subjetividade na época moderna (herança de Lutero)
> o divino é eficaz na medida que se realiza nas dimensões da humanidade do homem
> utilização da cristologia transcendental (p. 185)
c) – imposição do método indutivo: experiência
c) – imposição do método indutivo: experiência
> distanciamento frente ao pensamento educado no essencialismo aristotélico-tomista
> parte espontaniamente de baixo, procura e analisa cuidadosamente os dados
> para ir construindo o conceito (p. 186)
3. A LEGITIMIDADE TEOLÓGICA DO REDESCOBRIMENTO
PERGUNTA: É legítimo ou pura elucubração?
a) – estrutura de fundo do movimento evangélico: caminho dos evangelhistas
3. A LEGITIMIDADE TEOLÓGICA DO REDESCOBRIMENTO
PERGUNTA: É legítimo ou pura elucubração?
a) – estrutura de fundo do movimento evangélico: caminho dos evangelhistas
> os primeiros cristãos conviveram com o Jesus real
> nessa trilha, e a patir dela, que traçaram seus escritos
> sabiam por experiência (p. 188)
b) – ambigüidade da tradição:
> consciência do infinito bem da Tradição, porém,
> constação da ambiguidade e da carência de atualização da linguagem
c) – humanidade de Jesus: é o ponto de partida para a inculturação
c) – humanidade de Jesus: é o ponto de partida para a inculturação
> num contexto, marcado pelo diálogo e o encontro com outras culturas,
> é, pois, o tema da humanidade de Jesus (não só os conteúdos abstratos)
> que oferece elementos para 'incitar' ao seguimento
d) – humanidade de Jesus: é o ponto de partida para a compreensão
d) – humanidade de Jesus: é o ponto de partida para a compreensão
> se o seguimento é o grande motivo
> a humanidade de Jesus aparece como caminho autêntico para recuperá-lo
> como modelo de nossa práxis cristã e de nossa compreensão específica de Deus (p. 192)
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