terça-feira, 2 de setembro de 2008

Apontamentos de Aula em 01/09/2008

APONTAMENTOS DE AULA EM 01/09/2008

PALAVRAS-CHAVE:

  1. Encarnação <> habitação. Em nós Deus habita, em Jesus Deus se encarna
  2. Comunidades interpretativas
  3. Evangelhos da Infância (na verdade são evangelhos do nascimento)
    • Mateus e Lucas
    • Midrash - construções teológicas com base na Escritura Sagrada
    • Não centrais para Querigma e catequese
    • Mateus insere Jesus no povo da Aliança
    • Lucas insere Jesus na humanidade
  4. Genealogia - inserção do Verbo
  5. Concepção virginal de Jesus - centralidade que garante humanidade e divindade. Aqui já se antecipa uma distinção entre Jesus e João Batista, pois a concepção virginal é só para Jesus.
  6. Vida oculta (não pública): sinal da seriedade da encarnação. Jesus foi uma pessoa encarnada na realidade do seu tempo, tanto que o maior tempo de sua vida não foi pública. Eis um argumento teológico para a encarnação. Encarnação não foi brincadeira.
  7. Alcance processual: Jesus vai adquirindo consciência de sua relação com o ABBA.

BATISMO E TENTAÇÕES: SIGNIFICADOS TEOLÓGICOS

Do ponto de vista dos evangelistas, o Batismo de Jesus é a inauguração de sua missão, é o fim de sua vida oculta. É um relato introduzido para fazer o quadro da inauguração do reino messiânico. Fica claro para Jesus ser ele o portador da missão messiânica. Com sua vida pública ele vai mostrar que tipo de Lei ele está inaugurando.

  1. APONTAMENTOS BÍBLICOS EM MARCOS 1, 9-11:
    • Batismo por João.
    • Batismo no Jordão. O rio e o deserto lembram e experência de libertaçao do Êxodo. O leitor judeu compreende como nova libertação.
    • O céu se abriu. Céu fechado é sinal de maldição para o judeu, pois é a marca de uma relação fechada aos laços de intimidade com Deus. Quando o céu se abre se realiza o oposto do fechamento de Deus.
    • O Espírito (como pomba) - metonímia: figura pelo figurado. Voz (audição): meu Filho amado. É o contra-ponto do silêncio de Deus. Continua sendo processual essa relação com o Abba, o que não quer dizer que Jesus não tivessse conscidência do fato. Mas Jesus percebe de si mesmo que nele há uma relação tematizada, especial, com o Abba, ao longo de sua vida. A iniciativa continua sendo de Deus, que gerou o Filho amado e que toma a iniciativa para revelar isso a Jesus.
    • No evangelho de Marcos faltam os elementos da vocação: chamado e resposta. Mas eles estão presentes em Mateus e Lucas.
  2. APONTAMENTOS BÍBLICOS EM MATEUS 3,13-17:
    • Percebe-se a vontade explícita de Jesus: ele vem à Galiléia.
    • Diálogo obscuro com João: cumprir toda a justiça. Moisés recebeu a Lei de Deus. Jesus é o novo Moisés, trazendo nova Lei, nova relação especifica com o Ruach. Jesus cumpre a lei plenamente. Essa plenificação é tornar-se livre diante da Lei, como algo interior, e não exterior. Ele não precisa da Lei exterior para estabelecer uma relação plena com o Pai. Não é obedecer a Lei para ter uma relação particular e plena com o Abba, mas experimentar o Pai. O singular não é que Jesus tenha seguido a Lei, mas o posicionar-se livremente diante dela
  3. APONTAMENTOS BÍBLICOS EM LUCAS 3,21-22:
    • Batismo inserido na genealogia.
    • Jesus e o povo.
    • Jesus orava (alguns consideram referência à liturgia do batismo).
    • Jesus é o novo Adão, inaugura o reino messiânico, inaugura a nova humanidade.
    • Forma corpórea de pomba: lembra Noé, novo recomeço.
  4. QUESTÕES SISTEMÁTICAS: JESUS E JOÃO BATISTA:
    • João Batista é o homem do deserto, que busca assim se enraizar na história do seu povo.
    • João Batista convida para a conversão, ou seja, ao reencontro com as origens, com a Lei.
    • João prega a conversão de arrependimento. Mas o contexto desse arrependimento não liberta, devido ao aprisionamento provocado pelo escrúpulo do cumprimento das diversas leis. Vira um círculo vicioso: a Lei que deveria libertar, na verdade oprime e sufoca.
    • Grupos do Batista conviveram com grupos dos cristãos.
    • O papel e a figura de João Batista foram interpretados pela comunidade cristã pós pascal. Foi dificil para ela dar sentido ao fato de Jesus, o Mestre, ter sido discípulo de João Batista. O recurso encontrado foi falar que Jesus é maior que João, e que Jesus falou que João Batista foi o maior nascido de mulher. Construiu-se um lugar para João, como precursor.
    • Não há dúvidas de que Jesus estava convencido da pregação apocalíptica de João

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